Até padres entram na dança da cerveja artesanal

A cerveja trapista é um tipo de cerveja produzida sob a supervisão de monges da Ordem Trapista desde aproximadamente 1800 . Dos 171 mosteiros trapistas existentes no mundo apenas dez são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, garantindo a origem monástica de sua produção.
E agora o Brasil tem uma cerveja similar a trapista pra chamar de sua , uma fábrica de cerveja artesanal funciona no convento construído por religiosos holandeses da Congregação Redentorista, na Igreja de Nossa Senhora da Glória em Juiz de Fora.O trabalho é conduzido pelo padre Flávio Campos, que vai a cidade duas vezes por ano para produzir a Hofbauer. Para a produção, que exigiu pesquisa e apoio de cervejeiros, há uma benção, que consta no Ritual Romano, que é um livro que reúne os ritos da Igreja Católica.
Cerveja artesanal é produzida na Igreja da Glória em Juiz de Fora
(Foto: Reprodução/ TV Integração)
Na Idade Média, a cerveja era fabricada por religiosos em mosteiros e conventos. O padre contou que a forma de produção é muito antiga e totalmente artesanal.
A produção chegou a Juiz de Fora através dos missionários que se estabeleceram na cidade. Os holandeses passaram os ensinamentos aos brasileiros, no entanto em 1994 houve uma pausa nessa produção que foi retomada em 2009.Então foi necessária muita pesquisa para descobrir a forma correta e adequada de realizar o trabalho.

O processo exige força para bombear a cerveja e para engarrafar também. Para retomar a produção, o padre contou com a receita original e com a ajuda de cervejeiros da cidade, como Cristiam Rocha. “O primeiro grande desafio foi desvendar um processo de produção em um equipamento de 120 anos e que, apesar de toda essa defasagem tecnológica e temporal, é um equipamento extremamente eficiente”, explicou.Essa produção na cidade é de grande importância cultural afinal não existe registro de outra produção dessa operando fora da Europa. 

Apesar de as cervejarias artesanais corresponderem a somente 1% do setor de cervejarias no Brasil elas vem crescendo 30%  ao ano, e esse aquecimento do mercado vem dando sinais fortes.
Em fevereiro desse ano a Ambev comprou a cervejaria Wäls – que vai dar origem a uma nova cervejaria junto a marca artesanal Bohemia.
Outro sinal do movimento são as parcerias entre cervejarias artesanais brasileiras e estrangeiras o que demonstra o crescimento do setor no Brasil.
Essas parcerias vão significar muito mais opções para o consumidor brasileiro e combinações de cervejas com uma variada gama de lúpulos e maltes que aqui são importados ou produzidos em escalas menores.
Quer conhecer algumas parcerias bacanas? Olhem só:

  • Extra Fancy IPA: resultado da parceria da cerveja Tupiniquim com a dinamarquesa EvilTwin

  • Six O’Clock: união da Invicta de Ribeirão Preto com a americana SixPoint
  • Hello my name is Zé: combinação da cervejaria carioca 2Cabeças e da inglesa BrewDog
  • Ybá-la: produzida pela união da cervejaria Colorado de Ribeirão Preto com a norueguesa Nogne.

Sugestões para o Festival Brasileiro de Blumenau

Como falamos no último post, na próxima semana acontece o Festival Brasileiro de cervejas em Blumenau e vamos repassar aqui a lista das 5 cervejas imperdíveis do site Factóide 

Black Metal Barrel Aged
  1. Bodebrown Grodziskie Grätz Polska Ale: Cerveja do raro (e quase extinto) estilo polonês Gratzer, feita de trigo maltado e defumado que lembra champagne (segundo a wikipedia) e tem baixo teor alcoólico.
  2. Wäls Hiraraki Session Ale: Cerveja bastante incomum porque possui adição de cogumelo. 
  3. Maniba Black Metal IPA Barrel Aged: São várias cervejas envelhecidas em barril que chamam atenção , mas vale destacar a Black Metal pelo fato de que Black IPAs geralmente não são envelhecidas em barril.
  4. Way Wood Blended Ale: A Way vem muito forte (com IPAs com influência de sidra e de saque), mas merecem todo o louvor por apresentar um blend de várias cervejas (prática mais comum nos EUA com resultados valorosos).
  5. Bier Hoff Cocada Preta Robust Porter: No meio de tanta inovação com frutas exóticas, chocolate de cupuaçu e até uma “cerveja de piña colada” (leva abacaxi e coco), uma Robust Porter com coco queimado e cacau parece ser um tiro certo.